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	<title>Eleito para dizer as Verdades &#187; corrupção</title>
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	<description>Porque já chegou ao ponto de alguêm ter de falar do que se passa em Portugal</description>
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		<title>Nepotismo e compadrio</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 16:17:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>porco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
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		<description><![CDATA[Mário Lino, o ministro &#8220;jamais&#8221;, vai ser nomeado presidente do Conselho Fiscal das seguradoras da Caixa Geral de Depósitos, o banco estatal controlado pelo governo. Com efeito, é absolutamente transparente que um ex-ministro, engenheiro civil de profissão, seja também um proeminente fiscalista. Relembramos que já antes tinham tentado nomear o personagem para presidente da Cimpor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mário Lino, o ministro &#8220;jamais&#8221;, vai ser nomeado presidente do Conselho Fiscal das seguradoras da Caixa Geral de Depósitos, o banco estatal controlado pelo governo.</p>
<p>Com efeito, é absolutamente transparente que um ex-ministro, engenheiro civil de profissão, seja também um proeminente fiscalista.</p>
<p>Relembramos que já antes tinham tentado nomear o personagem para presidente da Cimpor, empresa cimenteira também controlada pelo estado mas, porque a opinião publica se indignou devido ao desrespeito pela Lei, voltaram atrás nesse propósito, tendo agora acabado por arranjar este fabuloso &#8220;TACHO&#8221;.</p>
<p>Já não há vergonha!</p>
<p>José Sócrates e os outros facínoras que com ele tomaram conta do partido socialista e, através deste, do aparelho de estado, pensam que o País é a sua coutada privada e que dele podem dispor como quiserem em proveito próprio.</p>
<p>A nomeação de Mário Lino é apenas a ultima de um longa lista de nomeações politicas em que o nepotismo e o compadrio são a tónica dominante, completamente alheias aos requisitos dos cargos ou às habilitações do nomeados.</p>
<p>Perdeste as eleições para a Câmara Municipal?<br />
Não faz mal, vais para Governador Civil!<br />
De notar que muitos analistas consideram que esses cargos deveriam acabar por serem totalmente inúteis.</p>
<p>O caso mais notórios dos derrotados nas eleições autárquicas é o de Marcos Perestrello que, derrotado em Oeiras por um outro &#8220;modelo de virtude&#8221;, Isaltino Morais, vê-se nomeado para Secretário de Estado da Defesa Nacional.</p>
<p>Por todo o Pais multiplicam-se os casos de corrupção e compadrio entregando cargos no aparelho de estado a pessoas incompetentes, sem qualquer tipo de habilitações para as funções e cuja única qualificação é serem membros da corja que domina o PS.</p>
<p>A ascensão meteórica do lacaio &#8220;aprendiz de feiticeiro&#8221; de Sócrates, Rui Pedro Soares, à administração da Portugal Telecom é um bom exemplo do mal que esta gentalha anda a fazer ao País.</p>
<p>Empresas municipais entregues aos familiares dos autarcas, institutos e fundações com extensos (e desnecessários) Conselhos Directivos, consultores, assessores, etc, etc, etc.</p>
<p>Mas, sendo assim, porque razão os outros partidos não dizem nada?</p>
<p>Porque, infelizmente, são todos iguais e, em maior ou menor escala todos fazem o mesmo.</p>
<p>Já se esqueceram da inclusão nas listas para as eleições legislativas de 2009 de filhos dos presidentes das distritais e de outros dirigentes do PSD? Querem maior exemplo de nepotismo?<br />
Poderá alguém no seu perfeito juízo pensar que esses jovens merecem ser deputados da nação?</p>
<p>Mas, verdade seja dita, do CDS ao Bloco de esquerda, passando pelos comunistas, todos fazem o mesmo.</p>
<p>Bernardino Soares, o líder parlamentar do PCP, chegou ao parlamento com 24 anos depois de uma &#8220;brilhante&#8221; carreira como &#8230; Membro da Direcção Nacional da juventude comunista!</p>
<p>Anda a circular na net um mail denunciando que a mãe de Francisco Louçã, o &#8220;virtuoso&#8221; coordenador do Bloco de Esquerda, desempenha funções como assessora do grupo parlamentar desse partido. O curioso é que senhora tem 78 anos de idade!!!<br />
O bloco ainda não desmentiu, formalmente, o teor da noticia.</p>
<p>Os exemplos são muitos e variados e apenas servem para mostrar que a &#8220;elite&#8221; politica se rege por princípios muito diferentes dos que exigem à restante população.</p>
<p>Não fosse o povo português tão pacifico, para não dizer &#8220;amorfo&#8221; e esta gente, a começar por Cavaco Silva e Sócrates, já estaria no local onde pertencem, na prisão a ver o sol nascer aos quadradinhos.</p>
<p>Mas temos esperança que esses tempos já estiveram mais longe.</p>
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		<title>&#8220;O Palhaço&#8221; por Mário Crespo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 08:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[mário crespo]]></category>
		<category><![CDATA[palhaçada]]></category>
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		<description><![CDATA[O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.<br />
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.<br />
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.<br />
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.<br />
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.</p>
<p>A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.</p>
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		<title>O Governo favoreceu a empresa JP Sá Cout&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 08:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>miguel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
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		<category><![CDATA[socrates]]></category>

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		<description><![CDATA[O Governo favoreceu a empresa JP Sá Couto e usou a Fundação para as Comunicações Móveis como intermediária no negócio dos computadores Magalhães, concluiu a comissão de inquérito. Emídio Fernando]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo favoreceu a empresa JP Sá Couto e usou a Fundação para as Comunicações Móveis como intermediária no negócio dos computadores Magalhães, concluiu a comissão de inquérito.</p>
<p><cite>Emídio Fernando</cite></p>
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		<title>Ricardo &#8220;Farfalha&#8221; Rodrigues</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 17:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>NightProwler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
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		<description><![CDATA[Ricardo Manuel de Amaral Rodrigues, jurista de profissão, ocupa actualmente o cargo de vice-presidente da bancada parlamentar do PS na Assembleia da República. É membro do Conselho Superior do Ministério Público eleito pela AR e membro da Comissão Parlamentar Permanente. Pertence à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, integrando a Comissão de Inquérito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_26" class="wp-caption alignleft" style="width: 332px"><a href="http://eleito.com/wp-content/uploads/HLIC/0d02eefdaa6ff1e4d5ac4afa6fbfdedf.jpg"><img class="size-full wp-image-26" src="http://eleito.com/wp-content/uploads/HLIC/0d02eefdaa6ff1e4d5ac4afa6fbfdedf.jpg" alt="Ricardo &quot;Farfalha&quot; Rodrigues" width="322" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Um homem de carácter.</p></div>
<p><strong>Ricardo</strong> Manuel de Amaral <strong>Rodrigues</strong>, jurista de profissão, ocupa actualmente o cargo de <strong>vice-presidente da bancada parlamentar do PS</strong> na Assembleia da República. É membro do Conselho Superior do Ministério Público eleito pela AR e membro da Comissão Parlamentar Permanente. Pertence à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, integrando a Comissão de Inquérito sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e sobre a Supervisão Bancária Inerente. É ainda presidente da Subcomissão de Justiça e Assuntos Prisionais. Coordena vários grupos de trabalho, entre os quais se destacam o da protecção de vítimas de violência doméstica, o do regime jurídico de inventário, o dos dados do sistema judicial, o do código de execução de penas e o da lei do cibercrime</p>
<p>Em Novembro de 2003, era Ricardo Rodrigues secretário regional da Agricultura e Pescas do governo de Carlos César, <strong>rebenta o escândalo de <a href="http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=452175">pedofilia nos Açores</a>, conhecido também por «caso garagem do Farfalha»</strong>. Várias figuras conhecidas de Ponta Delgada vêem o seu nome enredado no escândalo, entre elas um conhecido médico e um procurador-adjunto, (convenientemente transferido para o Tribunal de Contas do Funchal)</p>
<p><strong>Ricardo Rodrigues vê, também, o seu nome implicado e, antes que a coisa atinja outras proporções, demite-se do Governo Regional. Porém, apesar do falatório, o agora deputado nunca foi constituído arguido no processo.</strong></p>
<p>No início de Janeiro de 2004, são conhecidas ligações de Ricardo Rodrigues a um outro escândalo, neste caso financeiro, que envolvia uma burla tendo por alvo a agência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, S. Miguel, a poucos quilómetros de Ponta Delgada.</p>
<p>A comunicação social passou a denunciar o que se segredava à boca pequena e, «indignado», o responsável socialista resolveu processar um jornalista que, não só referiu este caso, como também o malfadado escândalo de pedofilia. <strong>Cinco anos depois, <a href="http://hotfile.com/dl/45435987/6a13668/rrodrigues.pdf.html">o Tribunal da Relação de Lisboa não lhe deu razão</a> e, espanta-se, no acórdão, por o deputado não ter sido investigado nem ter ido a julgamento, no processo de Vila Franca do Campo.</strong></p>
<p><strong>Ligações perigosas</strong><br />
Ricardo Rodrigues apareceu ao lado de uma loira espampanante que se apresentou nos Açores como uma milionária que estava disposta a fazer avultados investimentos na Região.<br />
Emigrante no Canadá, dizia-se possuidora de uma considerável fortuna e teve direito a imensas atenções da comunicação social local. A seu lado lá estava Ricardo Rodrigues, como advogado e procurador da senhora. À conta disso, passeou pelo mundo. As coisas correram mal e a agência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo meteu um processo à senhora por uma burla de muitos milhões de euros.<br />
O inquérito policial que investigou Ricardo Rodrigues por crimes de «viciação de cartas de crédito e branqueamento de capitais» remonta a 1997 (nº 433/97.8JAPDL), sendo que relatórios da PJ enfatizam a sua estreita ligação à principal arguida, Débora Maria Cabral Raposo, entretanto detida e em cumprimento de pena, depois de vários anos com mandados de captura internacionais, e classificada pela polícia como «burlona e traficante de estupefacientes».<br />
Rodrigues foi sócio e advogado de Débora, sendo que com ela frequentou os melhores hotéis e utilizou os serviços das mais conceituadas agências de viagens, tendo deixado um considerável rasto de «calotes»&#8230;</p>
<p>(&#8230;)O estratagema encontrado para lesar a Caixa Geral de Depósitos foi arquitectado por Débora, ex-bancária e apontada como «cérebro da operação». Esta e o gerente da CGD, Duarte Borges, (primo de Carlos César e irmão de um conhecido magistrado judicial) engendraram um esquema de acesso a empréstimos fraudulentos servindo-se de um singular expediente. Como Borges usufruía de capacidade para conceder empréstimos até 2.500 contos, apenas com a finalidade de «adquirir novilhas para recria», angariavam supostos agricultores para acederem ao crédito, a troco de algumas dezenas de contos.</p>
<p><strong>Denunciado em acareação</strong><br />
As declarações nos autos do ex-gerente da CGD são esclarecedores: «Foi referido pelo arguido, Duarte Borges, na acareação (…), que tem consciência que enviou vários milhares de contos (da CGD, provenientes de empréstimos agrícolas) à Débora Raposo / colaboradores, tendo indicado, entre outros, o arguido Ricardo Rodrigues. Mais, referiu que a Débora e os colaboradores, onde se encontra o arguido Ricardo Rodrigues, negociavam Cartas de Crédito, com dinheiros dos empréstimos fraudulentos em vários países».<br />
Este expediente, permitiu à «associação criminosa» prejudicar o banco do Estado num valor aproximado de 1 milhão e meio de contos, utilizados em operações de «engenharia financeira» muito duvidosas e, segundo a PJ, com ligações a redes internacionais de tráfico de droga, com quem Débora Raposo teria estreitas relações. Um dos tentáculos destas operações era o Colégio Internacional, no Funchal, cujos sócios eram Débora , Ricardo Rodrigues e a sociedade offshore Hartland Holdings Limited, uma obscura empresa com sede num apartado da Ilha de Man, no Reino Unido.</p>
<p>Autor da <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=648891" target="_blank">proposta (recusada) da criação da figura de um procurador especial junto da Assembleia da República</a><br />
É também apelidado por deputado da Vírgula</p>
<p>Relacionado com o n.º3 do artigo 30 do Código Penal (CP), referente ao crime continuado.</p>
<p><strong>Contestações</strong><br />
«Pela primeira vez em texto de lei, o legislador diz que é possível aplicar este artigo a crimes pessoais, quando se trata da mesma vítima de, por exemplo, abuso sexual, violência doméstica ou pedofilia, quando até aqui este artigo apenas se aplicava a crimes contra o património».<br />
No entender da Associação, este artigo «têm de ser abolido». «Vem a arrepio da boa doutrina e jurisprudência, colocando mesmo em causa os direitos humanos dos cidadãos, já que se alguém foi abusado sexualmente 50 vezes pela mesma pessoa, o arguido só pode ser condenado ao máximo de oito anos, quando no anterior Código poderia chegar à pena máxima (25 anos)», referiu</p>
<p><strong>Bens patrimoniais e pessoas</strong><br />
O antigo Código Penal só admitia a figura do crime continuado nos casos dos crimes contra bens patrimoniais. Agora os bens pessoais também são abrangidos, mas o procurador João Palma considera “inadmissível” o mesmo nível de protecção.</p>
<p><strong>Alteração <em>a posteriori</em></strong><br />
Os magistrados garantem que no projecto de alteração ao Código Penal não constava, na terceira alínea, a frase &#8220;salvo tratando-se da mesma vítima&#8221;, e quer saber quem propôs a alteração e em que altura foi Introduzida</p>
<p><strong>Actas e projectos</strong><br />
O desembargador António Martins desafia os políticos a divulgarem os projectos das leis penais e as actas das audições na Assembleia da República dos diversos operadores judiciários, para que sejam clarificadas as alterações introduzidas. Os magistrados garantem não ter tido acesso a parte da alteração da 3.ª alínea e António Martins sugere que sejam divulgados os trabalhos preparatórios e actas.</p>
<p><strong>Consequencias no processo casa pia</strong><br />
Vários arguidos do processo de pedofilia da Casa Pia podem vir a beneficiar da alteração ao artigo 30, uma vez que em alguns casos são acusados de vários crimes sobre a mesma vítima.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6TFzxQoagjY"><strong>Ricardo Rodrigues é o deputado que mais defende a posição do Governo contra o Projecto Lei que visa a criminalização do enriquecimento ilícito.</strong></a></p>
<p><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IZTUmADreAc">Ricardo Rodrigues &#8211; Deputado do PS rouba gravadores a jornalista</a></strong></p>
<p><strong>Ricardo Rodrigues eleito para Conselho Superior de Segurança Interna</strong></p>
<div id="attachment_31" class="wp-caption alignleft" style="width: 225px"><a href="http://eleito.com/wp-content/uploads/HLIC/b429f83aabb607e494e716c696dabb43.jpg"><img class="size-full wp-image-31" src="http://eleito.com/wp-content/uploads/HLIC/b429f83aabb607e494e716c696dabb43.jpg" alt="Ricardo &quot;Mãozinhas&quot; Rodrigues" width="215" height="177" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Tive de exercer acção directa de modo não premeditado.&quot;</p></div>
<p>Ricardo Rodrigues, o deputado do Partido Socialista que nesta quarta-feira se viu envolvido num caso denunciado pela revista «Sábado», que o acusa de ter <a href="http://www.tvi24.iol.pt/politica/furto-ultimas-ricardo-rodrigues-tvi24-sabado/1160435-4072.html" target="_blank">furtado dois gravadores a jornalistas</a>, foi eleito para o Conselho Superior de Segurança Interna.</p>
<p>Esta informação foi divulgada esta quinta-feira em Diário da República, mas é referente a 23 de Abril, conforme é possível confirmar <a href="http://dre.pt/pdf1sdip/2010/05/08800/0159901599.pdf" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Recorde-se que Ricardo Rodrigues é advogado, tal como o social-democrata José Pedro Aguiar Branco, que também foi eleito para o Conselho.</p>
<p><strong>O texto completo refere o seguinte:</strong></p>
<p><em>Resolução da Assembleia da República n.º 38/2010</em></p>
<p><em>Eleição de dois membros para o Conselho Superior de Segurança Interna</em></p>
<p><em>A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição e da alínea g) do n.º 2 do artigo 12.º da Lei n.º 53/2008, de 29 de Agosto, eleger para o Conselho Superior de Segurança Interna:</em></p>
<p><em>Ricardo Manuel de Amaral Rodrigues.<br />
José Pedro Correia de Aguiar Branco.</em></p>
<p><em>Aprovada em 23 de Abril de 2010.</em></p>
<p><em>O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.</em></p>
<p>Segundo a lei orgânica do Conselho de Ministros, o Conselho Superior de Segurança Interna é o órgão interministerial de auscultação e consulta do Primeiro-Ministro em matéria de segurança interna, tndoa composição e as competências previstas na Lei de Segurança Interna.</p>
<p>O Primeiro-Ministro, que coordena a acção dos membros do Governo em matéria de Segurança Interna, convoca e preside ao Conselho Superior de Segurança Interna, propõe ao Conselho de Ministros o plano de coordenação das forças e dos serviços de segurança, dirige a actividade interministerial para a adopção das medidas adequadas em caso de grave ameaça à segurança interna e, finalmente, informa o Presidente da República dos assuntos respeitantes à condução da política de segurança interna. Algumas destas competências podem ser delegadas no Ministro da Administração Interna.</p>
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